10 dicas para armazenamento correto de alimentos

O armazenamento de alimentos possui recomendações, que quando seguidas, aumentam a segurança dos mantimentos. Saiba como manter a sua despensa segura e funcional.

Armazenamento de alimentos

O cuidado com o armazenamento de alimentos permite evitar a criação de micro-organismos, responsáveis por algumas doenças, como no caso das bactérias que causam as intoxicações alimentares.

Elas aparecem quando há produtos que foram guardados de maneira incorreta, expostos a altas temperaturas ou embalagens abertas, danificando os mantimentos e prejudicando a segurança de quem os consome.

Vale lembrar que a maioria destes micro-organismos, quando ainda em fase inicial, são imperceptíveis ao olho nu, de modo que o consumidor não percebe sua presença e acaba ingerindo o alimento, causando danos à saúde.

É sempre válido ressaltar que a armazenagem correta vai além de vedar o produto após o consumo ou deixá-lo no refrigerador para protegê-lo da alta temperatura. Estes fatores são importantíssimos, mas não são os únicos, principalmente porque cada produto possui uma maneira correta de armazenamento.

Pensando em como auxiliar você nesse momento, nós selecionamos algumas dicas que podem proteger os seus produtos e, por consequência, diminuir os riscos de contaminação cruzada e intoxicações.

Confira!

10 dicas para o armazenamento correto

Além dos cuidados com os mantimentos de forma individual, é preciso ter atenção com o armazenamento em conjunto.

Alguns alimentos não podem entrar em contato com outros, pois causam a contaminação cruzada, isto é, quando alimentos de classes diferentes transmitem bactérias a outros. É o caso de verduras que contaminam carnes cruas.

1.  Ambiente para armazenagem

O ambiente deve ser iluminado pela luz da rua, ou seja, é preciso que seja um lugar arejado e livre de qualquer infiltração que possa causar mofos.

Para os alimentos que não precisam de refrigeração, inclusive após a embalagem ser aberta, é importante um ambiente em que a temperatura não seja alta. Por outro lado, a luz solar não deve ter contato direto com os alimentos, para não superaquecê-los.

Por isso, é preciso ter uma dosagem controlada da quantidade de luz solar que adentra o ambiente. Afinal, caso haja exposição a altas temperaturas, por mais ventilado que seja, o calor pode acabar prejudicando os produtos.

Lembre-se, também, que as prateleiras não podem ser feitas de madeiras ou pallets, pois o material possui uma difícil higienização, principalmente em caso de contato com a água.

2.  Recipientes para armazenamento de alimentos

Entender qual o melhor recipiente para armazenar alimentos é de fundamental importância. Para começar, a armazenagem não pode ser feita em compartimentos de madeira.

Dê preferência sempre aos recipientes de vidro, pois são fáceis de higienizar e não possuem compostos químicos na sua fabricação.

Caso deseje usar potes de plástico, procure ler a fabricação do produto e pesquise por embalagens livres de BPA ou Bisfenol A, já que tais substâncias liberam toxinas nas comidas quando entram em contato com o calor.

Desta forma, para armazenagem de alimentos cozidos use sempre os potes de vidro com tampas, para uma vedação segura.

Por outro lado, os potes de plástico não são totalmente descartáveis, sendo possível utilizá-los para alimentos que não precisem de cocção no seu procedimento, como açúcares, biscoitos, etc.

3.  Rótulos e instruções dos produtos

Procure manter os produtos sempre na sua embalagem padrão, pois ela contém as informações necessárias para a utilização e armazenamento ideais. Caso se faça necessária a remoção da embalagem original, escolha armazenar os alimentos em potes de vidro.

Porém, ao repassar o conteúdo de uma embalagem para outra, lembre-se de etiquetar o novo recipiente com algumas informações básicas como:

  • data de fabricação do produto;
  • data de validade;
  • ingredientes; e
  • restrições quanto ao armazenamento (temperatura, principalmente).

Assim, será fácil manter os produtos em ordem, buscando utilizar primeiro os alimentos com data de vencimento mais próxima, para manter a rotatividade saudável dos mantimentos.

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4.  Alimentos cozidos

Os alimentos cozidos, por sua vez, requerem um pouco mais de atenção. Por exemplo, devem ser armazenados em recipientes com tampas e vedação máxima, para que não estraguem.

Quando refrigerado, o prazo para consumo deve ser de no máximo de cinco dias após o seu preparo e é válido ressaltar que este prazo se estende ao arroz e ao feijão em particular.

Outros alimentos tendem a estragar num prazo não tão longo, como no caso de legumes e verduras cozidas.

Para facilitar o consumo, o ideal é etiquetar cada recipiente com a data de refrigeração para, assim, manter a armazenagem correta.

5.  Armazenamento de alimentos a vácuo

O armazenamento a vácuo auxilia na conservação do produto, já que a maioria das bactérias são seres aeróbios, ou seja, precisam de ar para sobreviver e se reproduzirem.

Sendo assim, ao armazenar o produto a vácuo, isto é, retirando toda a possibilidade de ar de dentro da embalagem, a transmissão e a reprodução de bactérias torna-se inviável.

Os grãos, cereais e sementes, quando embalados a vácuo, possuem uma conservação muito maior, pois este método também previne que os produtos percam a crocância natural.

As carnes e queijos, em geral, são os mais indicados para este modelo de armazenagem, pois perecem muito fácil e rápido. O vácuo aumenta a durabilidade do produto e a segurança para consumo do mesmo.

6.  Armazenamento de alimentos secos

Existem algumas regrinhas que precisam ser colocadas em prática quanto à maneira de armazenar alimentos secos. Estes produtos, quando ensacados, não podem ficar em cima uns dos outros, de maneira que façam peso excessivo nos que estiverem por baixo.

Resumindo, não é indicado a criação de pilhas para armazenar os alimentos como arroz, feijão, açúcares e farinhas de todos os tipos.

O motivo é simples: o peso excessivo pode prejudicar o produto e a sua embalagem, abrindo margem para que haja contaminação por parte de insetos, pequenos animais e micro-organismos também.

Por isso, as pilhas devem ser pequenas em altura e não devem partir diretamente do chão, devendo os produtos ser empilhados em prateleiras ou estantes que possibilitam certa distância entre a comida e o chão.

7.  Substâncias perigosas

Qualquer substância que não seja alimentícia não deve estar armazenada no mesmo ambiente que outros produtos para consumo. Logo, os potes de armazenamento de alimentos não devem ser os mesmos para armazenar qualquer outro produto, como inseticidas ou pesticidas.

É importante manter a distância entre os cômodos em que serão guardados os frascos referentes às substâncias perigosas e tóxicas e os alimentos, mesmo que estes estejam protegidos por suas embalagens.

8.  Tempo de armazenamento de alimentos congelados

É válido diferenciar que alimentos congelados não possuem o mesmo procedimento de armazenamento que os refrigerados, de modo que a diferença começa logo na temperatura.

Os mantimentos que precisam de congelamento são reservados a uma temperatura de 0ºC ou mesmo abaixo de zero.

Os resfriados, por sua vez, podem ser mantidos em uma temperatura de até 10ºC e, se não observado, pode levar à danificação de carnes e peixes, por exemplo.

Em relação ao tempo de congelamento, a quantidade depende do produto e do seu estado, de modo que caso esteja aberto, o seu limite é menor que os vedados e fechados em sua embalagem original de fábrica.

O tempo dos congelados tem relação com sua data de vencimento. No entanto, após o descongelamento, deve ser consumido em no máximo 12h, principalmente peixes e aves.

9.  Organização dos mantimentos

Organizar o local onde ficará a despensa ou o estoque de alimentos deve ser responsabilidade de um armazenador, isto é, de uma única pessoa. Isso porque ela será responsável por manter o local higienizado e em ordem, principalmente referente à ordem de uso e à reposição dos mantimentos.

Para que haja uma organização eficiente, os alimentos precisam estar separados por tipos, tamanhos e, principalmente, por data de fabricação e validade. Os alimentos adquiridos por último devem ir para o final da fila na organização, deixando sempre na frente aqueles que foram adquiridos primeiro e que vencem primeiro.

Os alimentos folhosos devem ser lavados folha por folha, antes da armazenagem, pois isso faz com que haja menos chances de contaminação e aumente a sua durabilidade. O mesmo deve ser feito com as frutas que precisam ser lavadas e desinfetadas antes do armazenamento.

É preciso estar ciente que a organização precisa ser impecável, para que não haja empilhamentos desnecessários ou espaço suficiente para locomoção dentro do estoque. As caixas não devem ser colocadas diretamente no chão onde possam ser pisadas ou usadas como steps para auxiliar na busca por mantimentos depositados em lugares altos.

Elas devem estar bem lacradas, para evitar que algum inseto ou animais de pequeno porte entrem, devendo ser mantidas em lugares acima do chão.

10.  Produtos de limpeza

Assim como as substâncias perigosas, os produtos de limpeza devem ser mantidos longe de qualquer alimento, de preferência em lugares totalmente separados por paredes e portas.

Lembre-se que a contaminação cruzada não ocorre apenas quando um produto químico entra em contato direto com o alimento, podendo ocorrer através do ar e do manuseamento errado.

O fato é que a armazenagem correta interfere até na qualidade de cocção dos pratos oferecidos.

Afinal, grãos sem crocância ou folhagens com aspecto de velhas e murchas não trazem aptidão ao que foi oferecido, não é mesmo?

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